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ADAPVC e Rendas de Bilros em Encontro PCI

A exposição Património Cultural Imaterial Internacional, realizada em Lisboa no passado domingo, trouxe a público uma celebração vibrante da diversidade cultural do nosso país.

Promovida pela Associação Ponte Ásia-Pacífico, a iniciativa reuniu artesãos e diferentes expressões culturais, com o objetivo de promover o diálogo intercultural e valorizar práticas tradicionais que continuam vivas e relevantes.

A iniciativa, que teve entre os seus convidados a Associação para a Defesa do Artesanato e Património de Vila do Conde, representada pelo dirigente Carlos Laranja, evidenciou-se pela diversidade das demonstrações artísticas e pelo espírito de proximidade criado entre os participantes.

Das várias expressões culturais portuguesas presentes, merecem especial atenção as Rendas de Bilros de Vila do Conde, apresentadas pela premiada artesã vilacondense – a rendilheira Isabel Carneiro – que, com a sua habitual destreza e dedicação, demonstrou a complexidade desta técnica ancestral.

Ao longo do dia, foi possível assistir a diversas apresentações e reforçar pontes de diálogo com representantes de diferentes expressões e práticas culturais. A exposição revelou-se um espaço de encontro e partilha, demonstrando como o património imaterial – das artes têxteis às práticas performativas, das tradições orais aos saberes comunitários – continua a ser um elo fundamental entre passado, presente e futuro.

As Rendas de Bilros de Vila do Conde, profundamente enraizadas na identidade local, representam um dos ofícios tradicionais mais emblemáticos do norte do país. São testemunho da criatividade e da perícia transmitida sobretudo por gerações de mulheres que, ao longo dos séculos, moldaram uma linguagem estética própria, reconhecida pela delicadeza dos padrões e pela precisão técnica do trabalho manual.

Para além do seu valor artístico, as rendas constituem um património vivo que continua a alimentar o orgulho comunitário, traduzido em iniciativas de formação, mostras e festivais que garantem a continuidade do saber-fazer.

O seu impacto estende-se ainda à valorização turística e cultural de Vila do Conde, reforçando a importância de manter e divulgar esta tradição para as gerações futuras e contribuindo para o diálogo entre culturas que partilham técnicas semelhantes de produção têxtil artesanal.