De 9 a 13 de novembro, o Porto transforma-se no epicentro mundial da indústria dos congressos e eventos, ao acolher o prestigiado Congresso Mundial da ICCA (International Congress and Convention Association).
Este encontro anual, considerado um dos mais relevantes do setor, reúne cerca de 1.300 participantes provenientes de mais de 90 países, incluindo profissionais, especialistas e decisores ligados à organização de congressos, convenções e eventos internacionais.
Entre os momentos mais aguardados da programação destaca-se a sessão de abertura oficial, onde Vila do Conde marcará presença de forma especial, levando ao palco uma das mais genuínas expressões do seu património cultural: as Rendas de Bilros.
Símbolo da identidade vilacondense e resultado de séculos de tradição artesanal, esta arte minuciosa e delicada será apresentada como um exemplo da riqueza cultural do Norte de Portugal. As rendilheiras de Vila do Conde, verdadeiras guardiãs deste saber ancestral, terão oportunidade de demonstrar o seu talento ao vivo, encantando participantes de todo o mundo com a elegância dos fios entrelaçados e o som característico dos bilros em movimento.

A presença das rendas na cerimónia de abertura pretende não apenas valorizar o trabalho das artesãs, mas também afirmar o artesanato tradicional como elemento diferenciador e atrativo para o turismo cultural. A iniciativa insere-se numa estratégia mais ampla de promoção do território, desenvolvida pelo Turismo do Porto e Norte de Portugal em parceria com o Turismo de Portugal, entidades responsáveis pela organização e acolhimento do congresso.
Para além das sessões plenárias, painéis de discussão e momentos de networking, o evento inclui um programa cultural diversificado, concebido para evidenciar a autenticidade e a criatividade da região. Neste contexto, as Rendas de Bilros assumem-se como um verdadeiro cartão de visita de Vila do Conde, projetando a cidade e o seu património imaterial para uma audiência global.
Com esta participação, Vila do Conde reforça a sua posição como referência na preservação e valorização das tradições locais, mostrando que a inovação e a autenticidade podem caminhar lado a lado. E, no palco de um congresso mundial, as rendilheiras vilacondenses demonstrarão que cada renda é mais do que um objeto decorativo – é uma história tecida com paciência, arte e identidade.
