O Museu Nacional Soares dos Reis (MNSR) recebeu, este sábado, uma oficina dedicada às rendas de bilros de Vila do Conde, numa iniciativa que reuniu participantes de várias idades e destacou a vitalidade desta arte tradicional portuguesa.
Integrada no ciclo de atividades “Gerações Criativas: Retratos de um Ofício”, a oficina proporcionou um contacto direto com o saber-fazer das rendilheiras, permitindo aos participantes observar e experimentar técnicas ancestrais de execução das rendas de bilros. A sessão revelou-se muito participada, refletindo o crescente interesse do público pelo património imaterial e pelas práticas artesanais que atravessam gerações.
As rendas de bilros, profundamente enraizadas em localidades como Vila do Conde, assumem-se como um símbolo identitário e um exemplo vivo de continuidade cultural.
A iniciativa ganhou ainda maior destaque com a presença do ex-Presidente da República, que visitou o museu no mesmo dia. Marcelo Rebelo de Sousa deslocou-se ao MNSR para conhecer a exposição “Desenhos de Mestres Europeus em Coleções Portuguesas”, tendo aproveitado a ocasião para passar pela oficina e contactar de perto com esta expressão do artesanato tradicional.

Instalado no histórico Palácio dos Carrancas, no Porto, o Museu Nacional Soares dos Reis é uma das mais antigas instituições museológicas do país, reunindo importantes coleções de arte e acolhendo regularmente iniciativas culturais e educativas.
A realização desta oficina reforça o papel do MNSR enquanto espaço de diálogo entre passado e presente, promovendo não só a preservação do património, mas também a sua transmissão a novos públicos.
Esta iniciativa assume particular relevância num momento em que decorre o processo de elaboração do registo das Rendas de Bilros no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial (INPCI), uma operação desenvolvida pela Associação para Defesa do Artesanato e Património de Vila do Conde, cofinanciada pelo Norte 2030.
